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maio 04, 2011

Janela


É como temer o amanhã, sem temer a chuva.
Questionar o porque, eu fui capaz de fazer coisas que eu não quiz fazer.
É como esquecer, sem saber por onde.
Lembrar o fim da história, sem escrever uma palavra.
Lágrimas doces, e soluços açucarados.
É como ouvir, sem querer entender.
Dedilhar o violão, ao som corrido da chuva que dedilha o solo.
É como temer o perigo, sem saber plantar o instante.
Contar as horas, sem saber se iram te ajudar a adormecer.
É como temer o amanhã, sem temer a chuva.

- Su M. -

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