O Papa Bento XVI denunciou as estruturas econômicas que põem o lucro à frente das pessoas ao iniciar nesta quinta-feira, (18/08), uma viagem à Espanha, país atingido pela recessão e onde houve violentos protestos contra os gastos do governo com essa visita.
"A economia não pode ser mensurada pelo lucro máximo, mas pelo bem comum", disse o papa a jornalistas no avião que o levou a Madri, onde passará quatro dias. "A economia não pode funcionar só com uma autorregulação mercantil, mas precisa de uma razão ética a fim de funcionar para o homem."
Peregrinos de cerca de 190 países estão na capital espanhola para participar do Dia Mundial da Juventude, que será o ponto alto da visita pontifícia.
"Somos a juventude do papa", gritava a multidão na praça Cibeles, aonde o papa chegou depois de receber as chaves da cidade do prefeito de Madri.
Bento XVI manifestou solidariedade e apoio aos jovens afetados pelas incertezas econômicas, mas, num discurso proferido ainda no aeroporto de Barajas, nos arredores de Madri, alertou para os desafios do consumismo, do hedonismo e da "disseminada trivialização da sexualidade."
Ele reforçou essa mensagem mais tarde na praça Cibeles, criticando quem "cria seus próprios deuses, acredita que não tem raízes nem fundações ... e se deixa guiar pelos caprichos de cada momento."
(reuters)

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