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maio 04, 2011

Em encontro anual, bispos discutem como aproximar a Igreja do povo

Trazer o rebanho de volta, chegar às comunidades e, assim, rever o papel da Igreja Católica no Brasil. Esse são alguns dos temas que serão discutidos nos oito dias da 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que começou nesta quarta-feira (04/05) em Aparecida, no Vale do Paraíba paulista, e vai até 13 de maio.
O arcebispo de São Luiz do Maranhão, dom José Belisário da Silva, elencou as cinco diretrizes que estarão na pauta principal do encontro anual do episcopado. Todas elas, de uma forma geral, tratam da aproximação dos religiosos com suas comunidades. “É a Igreja em estado permanente de missão. Temos que ir onde as pessoas estão”, comentou dom Belisário, ao falar sobre o primeiro dos cinco pontos, que os bispos consideram inspiradores para o trabalho das dioceses. Durante a Assembleia Geral, também será eleita a nova direção da CNBB. “As eleições são para presidente, vice-presidente, secretário geral da CNBB e presidentes das Comissões Episcopais Pastorais, além do representante da CNBB no Celam”, afirmou.
Na coletiva de imprensa, no período da tarde, dom Belisário admitiu que a Igreja “não é mais uma força hegemônica” e sim “uma das forças sociais” que já existem. E é justamente essa perda de espaço que o padre Márcio França, um dos palestrantes da Assembleia Geral, aponta como um dos problemas a ser corrigido. “É preciso redividir as paróquias, formar comunidades pequenas.” Para ele, as grandes paróquias são hoje “agências de serviço”, que servem mais para marcar casamentos e cerimônias de batismo.
“Como elas podem acolher hoje as pessoas nessa época de tanto individualismo? A Igreja tem que fazer todos viverem em comunidade”,afirmou o padre, que prometeu abordar o assunto em sua explanação (a imprensa não tem acesso às discussões). França, que é professor na Pontifícia Universidade Católica do Rio (Puc-Rio), ainda defendeu uma mudança de postura. “A Igreja tem agora que aprender a ser mais uma voz e escutar o que não quer mais ouvir.”
Igreja e atualidade
O tema sobre as políticas sociais do governo Lula e agora da presidente Dilma Rousseff foi levantando pelos jornalistas, mas, na coletiva, nenhum dos bispos quis se manifestar. Depois, dom Belisário tocou no assunto: “as políticas compensatórias podem ser uma saída, mas não podem ser permanentes.” O Bolsa Família, por exemplo, uma das vitrines do então presidente Lula propõe dar renda à família que tenha crianças na escola.

(g1.globo.com)

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