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janeiro 05, 2011

Só o tempo entende

Era uma vez uma linda ilha, onde moravam muitos sentimentos. Um dia avisaram a todos os moradores dessa ilha que ia haver uma enchente e a ilha seria inundada. O Amor, preocupado, cuidou para que todos os sentimentos se salvassem. Ele gritava:
- Fujam todos! A ilha será inundada.
Todos correram e pegaram os seus barquinhos para irem a um morro mais alto. Só o Amor não se apressou, queria ficar mais um pouco em sua ilha. Quando já estava quase se afogando, correu para pedir ajuda. Estava passando a Riqueza, e o Amor disse:
- Riqueza, leve-me com você.
Ela respondeu:
- Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e você não vai caber.
Passou então a Vaidade, e o Amor pediu:
- Oh, Vaidade, me leve com você!
A Vaidade respondeu:
– Não posso, você vai sujar o meu barco!
 Logo atrás vinha a Tristeza.
– Tristeza, posso ir com você?
- Ah!...Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha.
Passou também a Alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o Amor chamar por ela. Já desesperado, achando que ia ficar só, o Amor começou a chorar. Passou então um barquinho, onde estava um velhinho que gritou:
- Sobe, Amor, que eu te levo!
O Amor ficou tão radiante de felicidade, que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando ao morro onde estavam os sentimentos, o Amor perguntou à Sabedoria:
- Quem era o velhinho que me trouxe?
- O Tempo
– respondeu a Sabedoria.
– O Tempo?! – continuou o Amor – Mas por que só o Tempo me trouxe aqui?
 A Sabedoria finalizou:
- Porque só o Tempo é capaz de ajudar a entender um grande Amor!
A moral da historinha é muito simples. Se é verdade que o tempo cura todas as feridas, porque nos faz esquecer coisas e pessoas, ou, ao menos, as afasta cada vez mais de nós, é também verdade que o tempo valoriza o amor. Amor passageiro é amor fraco. Talvez até de mentira, de fazer de conta. Veio, mas foi embora logo. Nada ou quase ficou. O amor verdadeiro desafia o tempo, não enfraquece, não desiste, não decepciona. Com certeza muda com o passar do tempo, mas nunca deixa de ser o que é: um grande amor.

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