O time heroico não deu chances para um possível ato de heroísmo do rival
nesta quarta-feira (26/11). Com a vantagem do 2 a 0 no jogo de ida, o
Atlético-MG não deu sopa para o azar, foi dominante, atuou como se ele
precisasse da vitória e saiu do Mineirão com seu primeiro título da Copa
do Brasil. Sem fugir de suas características e da receita que deu certo
na ida, derrotou o arquirrival Cruzeiro por 1 a 0, levantou o troféu
nacional e, de quebra, jogou água no chope do adversário pela conquista
do Campeonato Brasileiro no último fim de semana.
Foi o segundo
título do Atlético-MG no ano - já havia sido campeão da Recopa
Sul-Americana, mas a construção deste time é bem mais antiga. A
identidade ofensiva e guerreira deste time permanece desde a 'era Cuca',
que liderou na conquista da Libertadores de 2013, competição para qual
garantiu vaga no ano que vem com o título desta quarta.
Um dos
pontos desta identidade é o heroísmo atleticano. Se na Libertadores de
2013, foram viradas incríveis sobre Newell's Old Boys e Olimpia, nesta
Copa do Brasil foram Corinthians, nas quartas de final, e Flamengo, na
semifinal, que sofreram reviravoltas ainda mais espetaculares. Em ambas
as ocasiões, os mineiros perderam fora de casa, na ida, por 2 a 0,
levaram o primeiro gol em casa e foram buscar o improvável 4 a 1,
mostrando que tinham o que era preciso para ficar com o título.
Nesta
final, fizeram justamente o oposto e souberam aproveitar muito bem o
triunfo por 2 a 0 na ida, no Independência. Pior para o Cruzeiro, que
viu ruir o sonho da tríplice coroa e, em meio a tantos sucessos em 2014,
encerrará o ano com o incômodo tabu de não ter vencido seu maior rival
na temporada - foram quatro vitórias atleticanas e três empates em sete
jogos.
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