O PSOL oficializou no domingo (22/06), a candidatura da ex-deputada
Luciana Genro (RS) para concorrer pelo partido à Presidência da
República nas eleições de outubro. Também ficou definido o nome de Jorge
Paes para candidato a vice, membro do diretório paulista da sigla. O partido realizou convenção nacional em Brasília.
Genro não tinha concorrentes dentro do PSOL para representar a sigla na
eleição presidencial. O nome dela foi referendado por 61 membros do
diretório nacional e 27 representantes de diretórios estaduais do
partido.
A candidata passou a ser a escolha do PSOL para a disputa da eleição
depois que o senador Randolfe Rodrigues, que cogitava se lançar, ter anunciado, no último dia 13, que não iria mais concorrer.
Aos 42 anos, a candidata a presidente do PSOL comanda atualmente a
presidência da Fundação Lauro Campos, vinculada ao partido. Ela exerceu
mandato de deputada estadual no Rio Grande do Sul entre 1995 e 2002,
pelo PT. Em 2002, foi eleita deputada federal, também pelo PT, mas foi
expulsa pelo partido em dezembro de 2003, depois de ter votado contra o
projeto da reforma na Previdência. Ao lado da ex-senadora Heloísa Helena
(AL), é uma das fundadoras do PSOL.
Além de referendar a candidatura de Luciana Genro e Jorge Paes, a
convenção do PSOL neste domingo também discutiu o plano de governo do
partido nas próximas eleições. Um dos temas em debate foi o
financiamento de campanha, que hoje no PSOL é feito exclusivamente por
pessoas físicas.
Os delegados dos diretórios da sigla chegaram a discutir a
possibilidade de especificar a exclusão da doação para campanha feita
por médias e grandes empresas, o que facilitaria a doação de micro e
pequenos empreendedores. No entanto, a maioria preferiu não alterar o
estatuto do PSOL.
De acordo com a ex-deputada do partido Maninha (DF), membro do
diretório nacional do PSOL, a convenção também serviu para deixar clara a
posição da sigla em relação aos principais candidato à presidência da
República. “Ficou definido que temos três campos distintos. Já sabíamos
qual é o lugar da Dilma e do Aécio nas disputa pela presidência, mas não
havia uma definição sobre o PSB e Eduardo Campos. Agora vemos que ele é
uma terceira via e não estamos juntos com nenhum deles”, declarou.
G1

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