Dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia apontam que já chega a 74 o número de homicídios na região metropolitana de Salvador, durante a greve da Polícia Militar, iniciada na noite da última terça-feira (31/01). Apenas entre a madrugada e a manhã de hoje, (05/02), já foram registrados sete mortes desse tipo.
O dia mais violento até o momento foi a última sexta (3) quando 32 pessoas foram mortas. Segundo a secretaria, ocorreram também sete homicídios na região na quarta-feira (1º), 14 na quinta (2) e mais 14 no sábado(4).
No mesmo período da semana passada, o número de homicídios na região metropolitana foi de 41, incluindo todo o domingo.
Ontem, (04/02), o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que os policiais militares em greve cometeram crimes que estão acontecendo em Salvador. Ele também disse que a categoria promove um "banho de sangue" para amedrontar a população.
O governador negou que pretenda autorizar a invasão da Assembleia Legislativa, onde os manifestantes estão acampados. A Justiça decretou a prisão de 12 grevistas que, segundo Wagner, são líderes do movimento e policiais identificados em atos de vandalismo.
Ontem, o governo recuperou 16 carros da PM que estavam com manifestantes em um dos acessos à Assembleia Legislativa. Os carros foram levados para o Departamento de Apoio Logístico. Alguns veículos tiveram os pneus furados.
MILITARES NAS RUAS
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, disse ontem que o contingente de 3.000 homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança mandados para garantir a lei e a ordem na Bahia é o maior já deslocado a um Estado.
"Tenham certeza que a cidade pode ficar na tranquilidade porque teremos Forças Armadas em condições de garantir a segurança de Salvador e de todo o Estado da Bahia", disse.

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