O índio Juan Diego caminha para a cidade do México quando vê uma senhora cheia de luz.
“Vá ao bispo; sou a Virgem, quero ser honrada aqui”, diz a aparição.
Diego obedece, mas ninguém lhe dá importância.
A senhora pede outras vezes, mas o bispo diz que Juan está mentindo.
“Podia ter escolhido alguém mais respeitado e ilustrado, pois só assim a Igreja escuta”, reclama o índio com a Virgem.
“Eu lhes darei um sinal”, diz ela. E flores nascem no meio do deserto. Juan enche seu poncho com as flores, e leva até a igreja. Mesmo assim não acreditam.
Quando Juan abre o poncho para deixar as flores em cima da mesa, no tecido está gravada a imagem da Virgem. A imagem passa a ser conhecida como Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira das Américas. Até hoje, todos os testes para provar falsificação deram resultados negativos.
Paulo Coelho
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