Detentos da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), na região central do Paraná, iniciaram uma rebelião no fim da manhã de segunda-feira (13/10).
Segundo a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) do
Paraná e o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen),
12 agentes são feitos reféns. A princípio, a Seju havia informado que
oito agentes penitenciários eram reféns. Entretanto, a informação foi
atualizada às 16h.
Também por volta das 16h, a Seju informou que 160 presos são reféns, além dos 12 agentes penitenciários. Ainda de acordo com a pasta, dez presos que participaram da rebelião em Cascavel,
em agosto, que resultou na morte de cinco detentos, foram transferidos
para a Penitenciária Industrial de Guarapuava. A Seju não soube informar
se, entre os rebelados de Guarapuava, estão os transferidos de
Cascavel.
“Essa rebelião é isolada, não tem qualquer vinculação com outra unidade
prisional ou PCC [Primeiro Comando da Capital] ou outro tipo de grupo
[facção criminosa]”, afirmou o tenente da Polícia Militar (PM) Fábio
Zarpellon. O tenente garantiu que os 12 agentes reféns passam bem. De
acordo com ele, as negociações devem durar toda a noite.
“Os presos reclamam da administração da penitenciária, como comida e
acomodações”, disse o tenente. Ele também relatou que os rebelados pedem
por um celular. “Será verificada a possibilidade pela equipe de
negociação”.
No fim da tarde, o Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar, que saiu de Curitiba e foi até Guarapuava, começou a negociar com os rebelados, conforme a
Seju. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PM também
participa da negociação.
G1/PR

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