Eles adoram fuçar na grama, ficar no sofá, passear de carro e andar pelo
parque nos fins de semana. São criados no mesmo espaço, mas não são
irmãos de sangue, apesar de brigarem como tal de vez em quando. O ciúmes
é passageiro e logo fazem as pazes. Bisteca e Kevin Bacon ainda estão
aprendendo a se relacionar. Passam o dia todo juntos e, agora, dormem
lado a lado. A relação de amor e carinho dos porquinhos de estimação da
psicóloga de São Carlos (SP) Tathyana Miranda foi parar nas redes sociais, com perfis no Facebook e no Instagram, com mais de 300 seguidores.
"Queria mostrar para todos que os 'meus filhos' são carinhosos e que
passamos muito tempo juntos. A repercussão foi boa, o pessoal comenta,
conheci muita gente que tem o micro pig [mini porcos] também e fiz
muitos amigos", relatou a psicóloga de 28 anos que desde criança sonhava
em ter um porquinho. Quando descobriu que existia o micro pig, ela se
encantou com a ideia de criar um em casa e então foram quase dois anos
para convencer a família.
O pai de Tathyana, que já criou cães da raça doberman, rottweiller e
poodle, disse que se surpreendeu quando passou a conhecer a rotina de
Bisteca. "Foi uma experiência diferente. O bicho é exigente e só quer
carinho, assim como um cachorro, mas é mais independente. O
comportamento deles é uma mistura de cães e gatos. E, ao contrário do
que muita gente imagina, é um animal extremamente limpo e que não tem
cheiro", relatou o engenheiro Paulo Miranda, de 55 anos.
Paixão à primeira vista
Bisteca chegou à casa da família Miranda com 45 dias de vida. Tathyana a
comprou por R$ 1,5 mil de uma criadora em São Roque (SP). Disse que foi
paixão à primeira vista. "Ela era a mais agitada, corria para lá e para
cá. Falei é esta", contou.
Levar a porquinha até em São Carlos em uma viagem de 242 quilômetros
foi outra aventura. "Eu não conseguia segurá-la dentro do carro porque
ela estava muito agitada. Então tirei o tampão do porta-malas e ela
acabou dormindo durante o trajeto. Em Rio Claro, um policial rodoviário
mandou parar. Ele queria abrir o porta-malas, mas eu falei que não
podia, com medo da Bisteca sair correndo pela rodovia. Fiquei com medo
de levar uma multa, mas deu tudo certo. O policial ficou curioso, mas
aceitou a explicação e não abriu", lembrou a psicóloga.
Bisteca hoje está com dois anos e quatro meses e pesa 45 quilos. Em
junho deste ano, ela ganhou um companheiro, Kevin Bacon, que tem oito
meses e pesa 15 quilos. Desde então, Tathyana disse que foi uma luta
para juntar os dois. "No começo foi complicado, eles dormiam separados
porque ela o pegava e dava umas mordidas, mas agora estão se adaptando e
sempre dormem juntos geralmente das 22h às 8h".
Tratamento vip
Ambos os porquinhos recebem tratamento vip. Cada um possui uma casinha
especialmente preparada, além de uma área de grama onde eles passam o
dia. Quando a psicóloga chega do trabalho, Kevin e Bisteca aproveitam
para entrar em casa e fuçar por todos os cômodos. "Eles são super
carinhosos, não têm cheiro e são muito higiênicos, fazem as necessidades
no mesmo lugar, nada perto de onde se alimentam", contou.
Os porquinhos tomam banho semanalmente e usam até hidratante
hipoalergênico. Segundo a dona, os animais têm a pele muito seca e a
temperatura do corpo é alta. Logo, sentem muito calor no verão e
bastante frio no inverno, por isso usam muitas roupinhas. "Agora vou
fazer uma piscininha em casa para eles conseguirem se molhar, porque no
calor eles viram o potinho de água para se deitarem no molhado", contou.
Kevin e Bisteca comem verdura escura, cenoura e pepino, além de 50
gramas de ração, três vezes ao dia. "Gasto cerca de R$ 300 por mês
porque que eu os mimo bastante. Mas eu regulo a comida porque eles
engordam muito fácil e, se isso acontece, eles têm uma tendência a
problemas cardíacos, por isso é preciso controlar", explicou a dona.
Passeios
Presos a coleiras, Kevin e Bisteca saem para passear todos os fins de
semana e chamam a atenção. Tathyana disse que as pessoas param, querem
tirar fotos e saber um pouco mais como é ter esses bichos como animais
de estimação.
"Também escuto piadinhas do tipo: vai virar torremo ou está ficando bom
para o Natal. Sempre gostei de carne de porco, mas hoje em dia não
consigo mais comer, isso está fora do cardápio da minha família",
destacou a psicóloga que também recebe muitas cantadas quando está com
os 'seus filhos' na rua. "Esses porquinhos têm Whats App?, é a mais
comum", disse Tathyana.G1



Nenhum comentário:
Postar um comentário