Em uma pequena sala, reservada apenas para a família e amigos íntimos, o corpo do cinegrafista Santiago Andrade foi cremado por volta de 12h30, de quinta-feira, (13/02). O velório, começou por volta das 8 horas, quando pais e irmãos de Andrade chegaram ao cemitério Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária do Rio.
Antes da cremação, o arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, celebrou uma missa, em memória do cinegrafista. Durante o velório, amigos e familiares leram trechos de um texto com características de Andrade. Entre amigos, familiares e profissionais da imprensa, cerca de 150 pessoas compareceram à cerimônia pública, de 8 às 12 horas, para apoiar a família.
Após a cremação a mulher de Andrade, Arlita Andrade, pediu que a imprensa retrate também coisas boas. "Santiago me pediu para deixar um recado para vocês: ele queria que as lentes de vocês só mostrem coisas boas, coisas lindas. Ele também desejou que Deus proteja vocês, porque é através desse trabalho que a sociedade sabe das notícias, do que acontece no mundo."
Em depoimento prestado de madrugada no complexo penitenciário de Bangu, para onde foi levado anteontem, o manifestante Caio Silva de Souza, de 22 anos, afirmou ter recebido oferta de dinheiro para atuar em protestos.
Souza e outro manifestante, Fabio Raposo, de 22, estão presos sob acusação de ter deflagrado o rojão que atingiu e matou o cinegrafista Santiago Andrade.
No depoimento, Souza disse, no entanto, não saber detalhes sobre a fonte de pagamento, nem deixou claro se chegou a aceitar o dinheiro. No termo, o jovem faz referência a pessoas que oferecem apoio financeiro para pagar passagem, lanches e quentinhas para quem voltasse nas passeatas seguintes. Ele disse acreditar que "os partidos que levam bandeiras é que são os mesmos que pagam os manifestantes".

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