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fevereiro 12, 2014
Corintiano recorda graça de Edílson e sonha com estreia no Pacaembu
Com lances como as famosas embaixadinhas de Edílson na memória, Bruno Henrique não teve dúvidas quando surgiu a possibilidade de defender seu time do coração. Já acertado com o Corinthians, ele acompanhou assustado, de Londrina, a invasão do CT por mais de cem torcedores revoltados, o que não o impediu, quatro dias depois, de fazer sua primeira visita ao Pacaembu e se impressionar com a Fiel.
“Tive a oportunidade de ver o jogo contra o Bragantino. A torcida é fantástica”, disse o jogador de 24 anos, que jamais havia pisado no estádio adotado como casa pelos alvinegros. Por isso, ele ficou admirado com os momentos de barulho das arquibancadas e não ligou para a parte do jogo em que os torcedores organizados se calaram em forma de protesto.
Apesar de corintiano na infância, o paranaense só esteve em sua primeira partida da equipe no ano passado. Foi em Campo Grande, como atleta da Portuguesa, que enfiou 4 a 0 no time do Parque São Jorge. Agora, depois de enfrentar o Corinthians longe de São Paulo e vê-lo jogar no Pacaembu, ele vive a expectativa de vestir a camisa preta e branca pela primeira vez.
A estreia pode ser em condições especialíssimas. De uma só vez, existe a possibilidade de o volante estrear pela equipe de sua infância, atuar pela primeira vez no Pacaembu e encarar o arquirrival Palmeiras. Ele diz que vinha treinando em Londrina e tem condições de entrar em campo no domingo, possibilidade que aumentará se Guilherme não se recuperar da pancada no tornozelo que levou no treino de terça.
“Todo clássico é diferente, Corinthians e Palmeiras ainda mais. O Palmeiras está em um momento bom, mas nada como uma vitória em um jogo desses para dar moral ao time, para dar confiança e tirar a gente dessa situação. O Mano querendo, é lógico que vou querer participar e dar minha contribuição”, afirmou Bruno Henrique.
A contribuição certamente não será em forma de embaixadinhas, como as feitas por Edílson na decisão do Campeonato Paulista de 15 anos atrás, mas o reforço corintiano não demorou a apontar sua recordação favorita na rivalidade da qual começará a fazer parte: “Aquele jogo de 1999, o das embaixadinhas”.
GE
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