De Dom Rafael Llana Cinfuentes (adaptado livremente do livro “Insegurança, Medo e Coragem”, Ed. Quadrante):
"Sabemos
que nem toda ação audaciosa corresponde a uma conduta corajosa. Há
ações que são fruto de atitudes reprováveis. Como podemos distinguir o
que é imprudência do que é a coragem?".
"Aristóteles nos dá uma
definição muito apropriada dessa distinção: O bravo é corajoso. O
temerário deseja apenas parecer corajoso".
"E Torelló escreve: O
homem intrépido e forte expõe-se consciente e livremente ao perigo, e
até ao perigo da morte, mas sempre a serviço de valores superiores; terá
que ser razoável se quiser ser forte. A estupidez nunca é uma virtude."
"Todos
sentimos medo da dor, do fracasso, da crítica maldosa, da doença, da
morte, mas todos nós soubemos defender, alguma vez, nossos pais ou
nossos direitos. Não há, pois, ninguém que possua a coragem em estado
puro. Não se encontra a coragem na palma da mão: está escondida nos mais
profundos recantos do coração, como uma mina oculta que deve ser
descoberta e explorada".
Um homem valente é aquele em quem a coragem acaba por prevalecer sobre o medo.
Paulo Coelho
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