Apresentando-se como alternativas à disputa ao governo do Paraná, o PHS e
o Psol oficializaram ontem (10/06), as pré-candidaturas de Silvio Barros e
Bernardo Pilotto, respectivamente. Os partidos foram os primeiros do
Estado a se reunir na temporada de convenções, que abriu ontem e segue
até o dia 30.
No caso do PHS, que promoveu evento em Maringá, onde Barros foi
prefeito por duas gestões (2005-2008 e 2009-2012), ficou definida também
a coligação com o recém-criado Pros, tanto na majoritária como na
proporcional. Segundo Barros, a indicação do vice e dos nomes para
concorrer ao Senado, à Assembleia Legislativa (AL) e à Câmara dos
Deputados, contudo, ainda depende da negociação com outras siglas.
"Estamos conversando com o PTB do Alex Canziani, com o PTdoB,
com o PPS e com o PSD, mas a maioria aguarda pela convenção do PMDB, que
é estratégica", adiantou. Na ocasião, o partido do senador Roberto
Requião (PMDB) irá decidir entre a candidatura própria e o apoio à
reeleição do governador Beto Richa (PSDB).
Irmão do ex-secretário de Estado da Indústria e Comércio Ricardo
Barros (PP) e cunhado da deputada federal Cida Borghetti (Pros), o
ex-prefeito de Maringá disse que "estava" próximo aos tucanos.
"Evidentemente que com a candidatura lançada não existe mais tanta
simpatia com o governo do Estado, até porque a nossa base eleitoral é a
mesma", afirmou. Ele contou que visita hoje a Associação Comercial de
Londrina (ACL), às 16h30, para discutir com os empresários da região
propostas que devem integrar seu plano de governo.
Psol
Além de Bernardo Pilotto, o Psol lançou o
professor Luiz Piva ao Senado e o servidor público Maicon Palagano, de
Marechal Cândido Rondon, como vice na chapa. A convenção, porém, foi
mera formalidade, uma vez que os nomes já tinham sido definidos na
conferência eleitoral realizada em abril.
De acordo com Pilotto, a aliança com o PCB, até então cogitada,
acabou não acontecendo. "O PCB resolveu trilhar seu caminho sozinho, com
candidato próprio, e a gente respeita essa decisão". Funcionário do
Hospital de Clínicas (HC), o sociólogo de 30 anos será o candidato mais
novo a concorrer ao governo do Estado. Seu principal objetivo, diz, é
"despolarizar" a disputa, hoje concentrada em Beto e na senadora Gleisi
Hoffmann (PT). "A gente enxerga que são nomes com políticas muito
parecidas. A população vem demonstrando desejo de mudança."


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