Um levantamento realizado pela Unidade Técnica de Vigilância de Zoonoses do Ministério da Saúde mostra que entre 2001 e 2011, houve um crescimento de 63,7% no número de notificações de acidentes envolvendo animais peçonhentos no Paraná. Em 2001 os registros da unidade mostravam que o Estado teve 8.442 casos e em 2011 foram 13.821. Do total do ano passado, 9.326 foram ocorrências com aranha-marrom, ou 67,4% de todos os casos de acidentes com animais peçonhentos.
Os especialistas apontam inúmeras causas para esse aumento, entre eles o desequilíbrio ecológico, as chuvas que desalojam os animais entocados, e ainda coincide com o período reprodutivo de alguns desses animais. O Ministério da Saúdealerta para os cuidados que as pessoas devem ter, além das medidas básicas de prevenção. Em caso de acidentes, a pessoa deve ser encaminhada o mais rápido possível para o hospital.
No Brasil, o crescimento foi 157% no número de notificações, nos últimos 10 anos. Somente em 2011, ocorreram mais de 139 mil acidentes, com 293 óbitos. Já a incidência dos acidentes, que no País é de 71,2 para cada grupo de 100 mil habitantes, no Paraná atingiu 131,5 em 2011. Em 2001, eram 87,1.
Já os casos de morte de seres humanos depois de contato com algum animal peçonhento teve nove casos no ano passado em todo o Estado. Em 2001 foram quatro. E o que mais provocou mortes no Paraná em 2011 foram ataques de abelhas. Dos nove casos de 2011, cinco foram por enxames.
E os acidentes com as abelhas têm crescido acima da média estadual. Na mesma década, saiu de 179 casos em 2001 paa 829 em 2011, ou alta de 4,6 vezes em dez anos. Outro sinal de que o meio selvagem cada vez mais se aproxima do meio urbano.
Região — Os encontros entre animais e seres humanos também são bem regionalizados. A região Sudeste, por exemplo, é a campeã no número de acidentes com escorpiões — 22.579 casos em 2011, sendo Minas Gerais o estado com maior número de casos: 13.428. Já na região Nordeste, os acidentes mais comuns são por escorpiões — mais de 30 mil casos em 2011; o estado com maior registro de acidentes foi a Bahia, com quase 10.500 casos. As regiões Norte e Centro-Oeste têm o maior registro de acidentes envolvendo serpentes: 9.329 e 3.326 casos, respectivamente.
A região Sul registra o maior número de acidentes com aranhas do país: 18.052 casos em 2011. E o Paraná representa mais da metade destes casos: 9.326 casos. A aranha marrom que pode ser encontrada atrás de quadros e armários, bibliotecas, lençóis, toalhas e calçados. Para que eles não aconteçam é preciso inspecionar esses itens antes de usá-los ou mexer neles e, em caso de picada, procurar o serviço de saúde mais próximo o quanto antes para tratar a lesão. Em geral ela se caracteriza por inchaço, vermelhidão e formação de uma bolha no local da picada.

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