Palco das principais manifestações artísticas apresentadas em Londrina desde a fase áurea do café, o Teatro Ouro Verde se tornou a atração principal de uma história que terminou em tragédia. Dezenas de pessoas se aglomeraram em frente ao prédio histórico, no Calçadão, na manhã de ontem, (13/02), na tentativa de ver de perto a destruição causada pelo fogo que consumiu grande parte do espaço cultural que integra a memória afetiva da população londrinense. Autoridades locais e estaduais agora unem forças para recuperar o que não foi danificado pelo incêndio. O prejuízo pode chegar a R$ 25 milhões, segundo análise prévia da secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
''Conforme estudos preliminares, a construção de um novo teatro nos mesmos moldes do Ouro Verde custaria em torno de R$ 25 milhões. A recuperação também deve girar em torno deste valor. Pretendemos manter as características originais e garantir equipamentos modernos para o Teatro Ouro Verde'', afirmou o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alípio Leal Neto. Ao meio-dia, ele e o secretário estadual de Cultura, Paulino Viapiana, desembarcaram Londrina para averiguarem o estado do Teatro Ouro Verde, que pertence à Universidade Estadual de Londrina (UEL) e completa 60 anos em 2012.
Segundo Leal Neto, os recursos para a recuperação do Ouro Verde podem vir do Tesouro Estadual, de verbas obtidas através de emendas parlamentares e do patrocínio da iniciativa privada por meio da Lei Rouanet. Ele, porém, não deu detalhes sobre datas.
Já o secretário de Cultura acredita que o incêndio não irá prejudicar o processo de tombamento nacional do Teatro Ouro Verde como patrimônio histórico nacional. ''Não há motivos para interromper esse processo que já estava na reta final'', enfatizou. O Ouro Verde é considerado Patrimônio Histórico Estadual e estava em processo de ser tombado nacionalmente. Uma equipe do Iphan veio a Londrina em agosto do ano passado, para vistoriar o Ouro Verde e o Museu de Arte.
Perícia
No início da manhã de ontem, por volta das 8 horas, a reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nádina Moreno, registrou oficialmente um Boletim de Ocorrência na 10 Subdivisão Policial de Londrina. Minutos após o retorno da reitora ao teatro, o diretor do Instituto de Criminalística de Londrina, Daniel Felipetto, chegou ao local. ''Estamos designando uma equipe composto por dois engenheiros e um físico para realizar a perícia criminal. O prazo para a conclusão é de 10 a 30 dias. Pretendemos concluir o relatório o mais breve possível'', destacou.
(folhaweb.com.br)

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