O governo definiu o nome da professora Eleonora Menicucci de Oliveira, (foto), pró-reitora de Extensão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para substituir a ministra Iriny Lopes na Secretaria Especial de Políticas para Mulheres.
Iriny Lopes vai se afastar do ministério para se dedicar à pré-candidatura a prefeita de Vitória (ES), pelo PT. A posse da nova ministra está marcada para a próxima sexta-feira (10/02), segundo a assessoria do Palácio do Planalto.
Ela é a segunda ministra a se desincompatibilizar do cargo em razão da eleição municipal. Fernando Haddad já havia deixado a Educação devido à candidatura a prefeito de São Paulo. Ele foi substituído no ministério por Aloizio Mercadante.
Hoje, (06/02), após a posse do novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, no Palácio do Planalto, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou a seguinta nota oficializando a mudança:
"A ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, deputada Iriny Lopes, está deixando o cargo depois de dar relevante contribuição ao governo. Ela será substituída na pasta pela socióloga e professora Eleonora Menicucci de Oliveira.
A presidente da República, Dilma Rousseff, agradece a dedicação de Iriny Lopes ao longo desse período e lhe deseja boa sorte em seus futuros projetos. A presidenta deseja ainda sucesso a Eleonora em suas novas funções à frente da secretaria, responsável por políticas que têm contribuído para melhorar a vida das brasileiras."
Eleonora é pró-reitora da Universidade Federal de São Paulo e militante de esquerda na década de 60. Ela conviveu com a presidente durante o regime militar.
A nova ministra também foi vice-presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais e da diretoria da UNE.
Ela foi presa em julho de 1971 e esteve com Dilma no presídio Tiradentes, que abrigava prisioneiras políticas do regime militar.

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