O agricultor José Jambiski, de 63 anos, teve uma surpresa. Ele colheu em sua horta, que fica em Rio Branco do Sul, uma beterraba de 5,275 kg. “Nunca tinha colhido uma desse tamanho. Ano passado teve uma de 2,45 kg, mas esse ano veio maior”, disse.
A planta foi pesada pela filha de José, que garante que vai encaminhar o resultado para ser ranqueado. O agricultor foi premiado em 2011 em um concurso com a beterraba que pesava menos da metade da colhida desta vez. Apesar do orgulho pelo feito, José mostrou não ter tanto apego à planta gigante. “Eu dei para uma família que tem bastante gente, eu tenho pouca gente em casa”.
A dimensão do fruto, segundo o agricultor, tem as mãos de Deus. “Eu não posso dizer qual é o segredo porque não sei. É a graça de Deus”, concluiu.
De acordo com o agrônomo da Secretaria de Abastecimento do Paraná Paulo Andrade, uma beterraba com essas proporções é exótica. Ele lembra que é impossível afirmar sem uma análise específica o que ocorreu com a beterraba de José, mas é possível que ela tenha passado do ciclo. “O que pode ter acontecido é que deve ser uma área bem adubada, ele deve ter deixado ela algum tempo e passou do ciclo”, ele afirma que não é viável comercialmente essa opção.
Ele acrescenta ainda que a consequência do ciclo estendido é a perda de propriedades da raiz. “Ocorrem reações químicas metabólicas e não mantém as propriedades naturais”, explicou. A beterraba é rica em vitaminas B1, B2 e C, além de Potássio, Sódio, Fósforo e Cálcio.

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